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Mais do mesmo

Posted by Sarah Souza on 17:19
A viagem acabou mas o blog não. Seguindo a idéia de que "bagagem" é tudo aquilo que possa acrescentar a nossa caminhada, o espaço segue dividindo experiências e divagações. Agora sem ponto de partida nem prazo de retorno. 



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A volta para casa

Posted by Sarah Souza on 06:39
Eu cheguei na quarta-feira (16/2), depois de mais de 12h entre vôo e espera no aeroporto. A viagem foi cansativa, mas o vôo noturno facilitou o sono e assim o tempo passou mais rápido. 

A chegada no Salgado Filho foi emocionante, ser recepcionada por amigos e familiares queridos não tem preço. Essa é a parte boa de voltar para casa. A sensação é difícil de descrever, mas vem com a certeza de que temos um lugar no mundo e que independente de onde possamos ir, sempre existirá um "porto seguro" a nossa espera. 

Ainda não revi todos amigos que gostaría, mas não faltará tempo para isso. O importante é entrar na rotina aos poucos, retomar alguns constumes e, porque não, adotar novos. 

Chorei muito ao deixar Lisboa porque de certa forma também construí uma "vidinha" lá, mas também chorei ao voltar pra casa e sentir que pertenço a algum lugar e estou cercada de pessoas especiais. 

“Todos cantam sua terra, / Também vou cantar a minha”
(Gonçalves Dias)

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Despedida surpresa

Posted by Sarah Souza on 06:33
Definitivamente "a felicidade só é completa quando pode ser compartilhada", conforme foi dito no filme "Na natureza selvagem". Eu tive a certeza disso quando fui surpreendida com uma festa de despedida cuidadosamente organizada pelos meu amigos internacionais, companheiros de vida lisboeta. 

Senti-me iluminada por conhecer pessoas tão especiais que fizeram dos meus dias em Lisboa os melhores que eu podia ter. A princípio eramos para nos encontrar na casa do Eduki e beber umas cervejas antes de ir ao bairro alto como sempre fazíamos. Mas ao entrar na casa eu e o Kiko fomos pegos de surpresa com todos os nossos amigos nos esperando para "festejar a amizade", sim, porque amigos não se despedem festejam e relembram momentos felizes até o próximo encontro. 

Os cartazes com mensagens já teriam sido suficientes para nos emocionar. Mas não foi só isso, ainda tinham um vídeo, com fotos e depoimentos que, sem dúvidas, nos deixaram sem palavras.

"Não há o que pague esses momentos", essa foi a única coisa que conseguimos dizer. E realmente não há. Independente do que façamos ou onde vamos, são os momentos vividos ao lado de pessoas queridas que ficaram para sempre registrados,

Minha bahgagem volta ainda mais pesada, além das experiências, culturas e tantas outras coisas que aprendi nesses 6 meses, levo os melhores amigos que eu podia ter feito nesse período. Sentirei muita falta de cada um.

E assim como despedir-me para ir a Lisboa não foi nada fácil, também volto com o coração muito apertado. Mas posso dizer que isso é bom, porque só quem tem amigos sente saudades e a julgar que esse sentimento tem me acompanhado por tanto tempo, percebo o quanto afortunada sou.







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Nossa Transitividade

Posted by Sarah Souza on 20:03
Fica a dica para colocar na "bagagem" cultural o blog Nossa Transitividade, de autoria de Ire Yustre. O blog acabou de nascer mas já traz muita coisa interessante para os amantes da escrita, leitura e é claro da língua espanhola. Porque Ire é espanhola, manchega e estudante de jornalismo.

Confira a postagem  Beatriz (Una palabra enorme) no http://nossatransitividade.blogspot.com/http://nossatransitividade.blogspot.com/

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SETE...

Posted by Sarah Souza on 12:58
Faltam SETE dias para voltar pra casa. Então, aproveito que SETE é um número tão significativo e listo algumas palavras que definem esses quase SETE meses lisboeta.

1. Amizade

2. Experiência

3. Aprendizado

4. Paciência

5. Coragem

6. Conquista

7. Saudade



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Talvez em fevereiro...

Posted by Sarah Souza on 20:41
Hoje, terceiro dia de fevereiro, me dei conta de que meus dias por aqui estão se acabando. Sempre soube que a minha vinda para cá teria data marcada para o retorno, mas nunca pensei que esse processo também seria um pouco dolorido.

Quando embarquei, trouxe junto na bagagem muitas expectativas e a alegria de realizar um grande sonho. Mas também trouxe saudades de muitas pessoas que fazem parte da minha vida brasileira.

No pensamento, além da ansiedade por tudo o que me esperava, alguns planos para o tão distante fevereiro, o mês do retorno, da volta pra casa. “Talvez em fevereiro...” parecia impossível de calcular todos aqueles dias que ainda teria pela frente.

Foto antiga de um dos lugares preferidos: Castelo de S.Jorge
Já estou em fevereiro, 13 dias separam o momento do embarque. Tenho muita vontade de voltar para casa, rever tudo e pricipalmente todos que fazem parte da minha vida do outro lado do atlântico. No entanto, também sinto, que mais uma vez, entrar no avião não será tarefa fácil. Sinto que também levarei a saudades daqui comigo. Afinal, construí uma vida por aqui, fiz amigos que foram a minha família nesses seis meses, conheci lugares, vivenciei coisas incríveis nesse micromundo que insisto em chamar de Lisboeta.

Conheci alguns dos novos intercâmbistas da PUCRS aqui em Lisboa, na verdade já os tinha conhecido antes, mas tive a oportunidade de passar mais tempo com eles e sentir toda aquela empolgação que eu também tive quando cheguei por aqui.

Foi muito bom sentir essa energia de quem está disposto a “desbravar o mundo”, me vi nas suas expressões e relembrei de muitas situações. Sem dúvidas vai ser uma experiência incrivel pra eles, como foi pra mim.

E, talvez, se tivesse que dizer algo para quem está chegando agora, resumiria em cinco ítens fundamentais:

1. Organize-se e faça planos, mas aproveite todos os imprevistos. Eles que fazem a viagem única e especial.

2. Conheça o máximo de pessoas que puder e aceite toda e qualquer diferença. Além da troca de culturas é a grande oportunidade de ver o mundo de uma forma diferente..

3. Nunca tenha pressa e aproveite os detalhes de cada viagem. É muito útil lembrarmos que somos cidadãos do mundo e sempre poderemos ir e voltar de qualquer lugar. Basta só dar o primeiro passo.

4. Encare cada viagem como se fosse a primeira e nunca a última da vida.

5. Aprenda idiomas. Mas tenha em mente que a linguagem gestual sempre será o mais poderoso instrumento de comunicação.

E, ao final sinta muitas saudades de tudo. Só assim saberás que valeu a pena e fará de cada momento vivido inesquecível.

Eu já sinto saudades...

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Abbey Road, um capítulo a parte.

Posted by Sarah Souza on 12:19

Impossível ir a Londres e não tirar uma foto na famosa faixa de pedestres em frente ao estúdio da Abbey Road. Desde o ano de 1969, essa faixa de segurança é um lugar de peregrinação de fãs e admiradores dos Beatles no mundo inteiro.
No dia 8 de agosto de 1969 o quarteto de Liverpool decidiu produzir a foto para a capa do disco que levaria o nome da rua e do estúdio no qual foi gravado. Neste dia, John, Paul, George e Ringo se juntaram cedo, pela manhã, para fazer as fotos.


Como curiosidade, o disco ia se chamar Everest mas a banda decidiu que seria mais fácil uma fotografia na porta do estúdio do que no Himalaia.
Hoje, mais de 40 anos depois os fã não só querem fotografar o local, como tentam imitar as posições de cada um dos Beatles. 
Comigo não foi diferente, não poderia perder essa oportunidade. O que não esperava é que fosse tão difícil tirar a foto. 




Para começar, a rua é muito movimentada, com carros circulando nas duas direções. 
E como todos sabem, em Londres é só nos aproximarmos da faixa que os veículos param para atravessarmos. 
Então imaginem a cena: muitos turistas, parando o trânsito, indo e voltando  de um lado para o outro, na tentativa de tirar a foto perfeita. Sem contar nas paradas no meio da faixa, embaladas por muitas buzinas. No mínimo muitas risadas de quem se presta a tal "mico".
Além disso, tínhamos o agravante de que éramos apenas três naquele dia, e para o registro fiel precisávamos de mais uma pessoa. Não demorou muito, como não éramos os únicos naquela situação, logo conseguimos o quarto elemento.


Depois de muitas tentativas alguém resolveu comentar: "Mas a foto original não foi tirada do meio da rua?". Gelei quando escutei isso, porque tive a certeza de que a Luli e o Kiko não abriríam mão de reproduzirmos daquela forma. Não estava errada. Além de parármos o trânsito, ouvir muitas buzinas, tivemos que ir entre os carros para fotografar do ângulo perfeito. 

E a foto? Depois de infinitas tentativas, saiu. Mas vou deixá-la restrita aos álbuns de família e evitar que o "mico" transforme-se em um "king kong" na grande rede.




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